Filipe Barbosa é cineasta, residente no extremo leste de São Paulo, formado em Comunicação Social – Rádio e TV pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Em 2018, fundou o Cine Social Club, coletivo de cinema itinerante na Zona Leste de São Paulo, voltado à exibição de filmes e à promoção de debates sobre temas que atravessam o cotidiano das periferias de SP.
Dirigiu o curta-metragem “Fluxo – O Filme” (2023), selecionado para mais de 30 festivais no Brasil e no exterior. Também dirigiu o curta “Quase Trap”, com roteiro de Fabio Rodrigo, exibido no mercado do Festival de Clermont-Ferrand, na França, e no The Africa International Film Festival (AFRIFF), em Lagos, Nigéria. Além disso, assina roteiro e direção do curta-metragem “Passado & Presente”, “Depois do 7” , obras que estão atualmente em fase de pós-produção.
Sua produção audiovisual é marcada pelo compromisso com narrativas da periferia, especialmente ligadas à juventude negra. Filipe também é criador do coletivo Fluxo das Relíquias, dedicado à pesquisa sobre a memória do funk paulista. O coletivo produziu uma exposição que integrou a programação do Centro de Formação Cultural da Cidade Tiradentes e da Casa de Cultura do Itaim Paulista. Com pesquisas focadas em imagens produzidas no cenário do funk paulista entre 2006 e 2014, as obras também foram exibidas durante a Virada Cultural de 2025 e no Circuito Funk SP e na exposição FUNK: Um Grito de Ousadia e Liberdade, apresentada no Museu da Língua Portuguesa entre 2025 e 2026.
Em 2026, fundou a RLK Filmes (Relikia Filmes), produtora independente sediada na Zona Leste de São Paulo, dedicada à criação de obras audiovisuais que conectam cinema, música, memória e território, transformando experiências periféricas em narrativas cinematográficas.